Sofisticação e funcionalidade na Decoração.





Decoração irreverente que valoriza a elegância e a sobriedade.





Na ambientação, o new dandy busca a extrema elegância e a recusa do trivial, para valorizar aquilo que tem real importância, tanto em termos funcionais quanto estéticos. Por isso, predominam os tons fechados, que dão um sentido mais austero e viril ao décor, mas podem contracenar com cores menos óbvias e até femininas.


Assim surgiu o dandy, rompendo com os exageros do vestuário no estilo rococó a que os homens burgueses do final do século XVIII estavam habituados. O primeiro a reconhecer que todos aqueles adornos, maquiagem e peruca branca nada tinham a ver com a beleza foi Beau Brummell, personagem que trouxe senso estético e cortes minimalistas para o traje de então, com suas calças estreitas, coletes justos e roupas de acabamento sempre impecável. 

Ao final do século XIX, personalidades importantes, principalmente do mundo da literatura - como Oscar Wilde e Lord Byron - já eram adeptas do dandismo como um verdadeiro lifestyle, indo muito além da moda de uma época. Hoje o estilo também serve de inspiração para os interiores, que se vestem com o mesmo requinte e a aura masculina de outrora, porém já aceita doses de ousadia em elementos pontuais. 

Materiais nobres e duráveis, como couro e madeira, reforçam a sofisticação e a sobriedade do conceito, enquanto telas e esculturas arrematam o abrigo daquele que, historicamente, sempre foi um apreciador das belas artes e do bom gosto. Peças clássicas pontuais também são bem-vindas, mas sempre mixadas a elementos contemporâneos que revelam o caráter atemporal da proposta.


Dandy moderno.  O estilo traz em sua essência sobriedade e elegância. Mas tais características não fazem disto uma regra. O new dandy preserva a aura masculina, mas com menos rigidez, podendo explorar com liberdade toques femininos sutis e o uso de elementos que trazem maior flexibilidade ao layout. A exemplo da composição da Twils, com módulos e peças soltas em cinza e coral, que dão um tom informal sem perder o espírito viril e sofisticado da proposta.


Versões contemporâneas. O new dandy mantém o olhar para o passado sem se desligar do presente, trazendo referências clássicas em leituras contemporâneas. Um dos destaques do ambiente assinado pela Project Arquitetura são as poltronas em pied-de-poule, estampa consagrada por Coco Chanel, que estabeleceu novos padrões ao utilizar o estilo, em plena década de 1930.


O dandismo também se faz presente no mobiliário em linhas retas e na paleta em tons de cinza e preto, trazendo, para os dias de hoje, o caráter austero da proposta. Na foto abaixo, a versão dandy de Ramiro Mendes, para a Casa Cor Ceará do ano passado, expressa o espírito despojado e cosmopolita do homem moderno. O piso com padronagem geométrica e o painel aramado, onde fica a bike, quebram a formalidade, compondo um décor urbano e repleto de elementos surpresa.


Something blue. O homem moderno, assim como aquele que deu origem ao estilo dandy, valoriza espaços que respondam às suas necessidades, sem abrir mão da estética.  Abaixo, estilo e funcionalidade compõem a cozinha da Diesel, feita para receber com informalidade e requinte. 

A composição assinada por Scavolini abusa de materiais naturais, como madeira e metal envelhecido com tratamentos especiais de efeito vintage, enquanto o azul petróleo empresta seu colorido intenso à área gourmet.


Nesta foto, os módulos - fruto da parceria da Twils com o estúdio Viganò - lisos, estampados e em capitonê, oferecem a possibilidade de personalização do quarto. A paleta, predominantemente cinza, é pontuada por um azul intenso.


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